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22/06/2010
Defesa sólida contra ataques nebulosos
Diário do Comércio - SP
Como o futebol é o esporte mais popular do planeta, certamente é nesta época do ano que cresce o interesse dos torcedores por informações quentes de cada dia da Copa 2010. E essa popularidade inspira os cibercriminosos a promoverem ataques virtuais de todos os tipos usando imagens e expressões relacionadas ao Mundial. O volume de spams com o tema cresceu 27% de abril até o final de maio, diz a Symantec, empresa especializada em segurança da informação. Os specialistas avisam que os internautas devem receber nos próximos dias variações de pragas em seus e-mails, com ofertas de ingressos falsos para jogos, malwares inseridos em vídeos e links maliciosos.
Um caso recente identificado pela empresa de segurança McAfee, envolveu a imagem do treinador Dunga com um hematoma no olho esquerdo e que teria sido causado por torcedores desgostosos. Aproveitando a ingenuidade dos usuários, os criminosos inseriam um programa malicioso (Trojan) dentro da máquina, visando senhas e informações confidenciais.
Se o perigo existe em todos os ambientes, é nas empresas que a segurança deve ser redobrada, especialmente agora que os funcionários ficam muito curiosos sobre o Mundial, baixando tabelas, resultados, jogos, acessando informações sobre os jogadores e escalações dos times. O excesso de spams também gera perda de produtividade. Existem áreas em que o número de spams trafegados chega a 85%, ou seja, apenas 15% são mensagens úteis e destinadas ao negócio da empresa, lembra o analista de segurança da EZ-Security, Luiz Leopoldino.
Soluções de proteção são necessárias e não precisam ser caras para o pequeno e médio negócio. E já podem ser adquiridas como serviço, em mensalidades ou em planos anuais, com suporte dos canais ou das fornecedoras da tecnologia. São opções para o cliente que não dispõe de uma estrutura de TI para gerenciar os programas e quer se livrar das preocupações relativas às atualizações dos antivírus, antispams, firewall e rastreamento de sites.
Serviços - A McAfee é a pioneira em fornecer segurança como serviço (SaaS). Há 10 anos, ela dispõe de tecnologias de armazenamento de e-mail, proteção na web, de mensagens, de terminais e gerenciamento de vulnerabilidades, atendendo a 575 mil clientes de SaaS no mundo, informa o diretor de canais da McAfee do Brasil, Fellipe Canale. "A procura por esses serviços está crescendo acima de 30% no mundo, e as pequenas e médias empresas optam por essa forma de proteção de seus negócios porque não têm orçamento e, nem mesmo, um profissional para cuidar das máquinas da empresa", observa Canale.
Tatiana Carvalhinha, gerente de Marketing da distribuidora de softwares como serviços, D-SaaS, diz que a procura de pequenas e médias empresas para esse tipo de solução também cresceu 30% entre janeiro e maio deste ano. "É um mercado que amadureceu", observa. Para SMB, a McAfee dispõe de soluções pagas mensalmente e com gerenciamento centralizado pela plataforma Security Center na web, emitindo relatórios de ocorrências, acesso 24h por dia, e a partir de qualquer navegador. O suporte é feito pelas revendas.
"Os clientes instalam a solução em suas máquinas, criam login e senha e acessam pela web de qualquer computador, sem a necessidade de um servidor em cada loja ou ambiente", explica Carvalhinha. Para o e-commerce são recomendados os produtos de rastreamento de vulnerabilidades de sites. O Total Protection Service custa a partir de R$ 9,90 mensais cada licença. O Advanced, também protege contra vírus, spywares, spams, tem firewall e ainda avalia vulnerabilidades de sites a preços mensais de R$ 16,91 para, no mínimo, cinco licenças.
A Panda Security vende licenças anuais do Panda Cloud Protection, para proteger computadores, e-mails e o tráfego na internet, todos baseados na nuvem e entregues em modelo SaaS. São aplicativos instalados nas máquinas e com funções atualizadas automaticamente pelos laboratórios da Panda, cujos servidores localizados na Europa armazenam as vacinas mais novas (no caso do antivírus).
Eduardo DAntona, diretor da Panda no Brasil, explica que o usuário entra no console de web (https://managedprotection.pandasecurity.com/console ) e visualiza, pelo painel de gerenciamento, se todas as máquinas estão atualizadas ou se alguma foi infectada, atualizando-as pela internet. A rede Frango Assado e os postos de serviços Graal (do interior de São Paulo) são dois clientes da Panda no País. O preço por licença anual do antivírus é de R$ 45. O Cloud E-mail Protection, que filtra spams e vírus nos servidores de e-mails, custa a partir de R$ 60 ao ano.
O novo produto baseado na nuvem é o Cloud Internet Protection, que filtra conteúdos e bloqueia acessos dos funcionários a sites indesejáveis. O cliente redireciona a saída de internet para o servidor da Panda através de uma configuração específica e qualquer vírus que queira entrar na sua rede é barrado. Essa solução custa R$ 100 por usuário, a partir de duas licenças.
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